O Repórter Brasil mostra como os conhecimentos dos povos tradicionais são ferramentas importantes no enfrentamento da crise climática. A reportagem é da TV Cultura do Pará, emissora da Rede Nacional de Comunicação Pública.
Entender sua origem, respeitar sua terra, viver em harmonia com seu território. O conhecimento dos povos originários ensina que saber de onde vem é o caminho para saber para onde ir. O futuro é ancestral.
Falar de mudanças climáticas é falar da nossa relação com a natureza, com a terra, a água, a floresta. Os povos originários têm essa vivência baseada em escuta, respeito e equilíbrio. Uma relação baseada em um conhecimento milenar, aplicado à preservação da vida e da biodiversidade.
“Somos um povo que ainda mantém muito da tradição preservada dos conhecimentos tradicionais. Isso ainda sendo praticado pelos nossos territórios. Mais de 90% da nossa população vive dentro das aldeias, fala a língua materna, enfim. Os povos indígenas não são a salvação do planeta, mas têm conhecimentos tradicionais que podem ajudar muito a poder trabalhar a conscientização humana da importância da natureza para o mundo, da importância da biodiversidade para o mundo, da importância, no modo geral, da natureza para a vida” diz Ninawa Inu Huni Kui, cacique do povo Huni Kuin.
Um dos grandes desafios de quem cresceu na floresta é conectar os conhecimentos acadêmicos e a vida corrida dos centros urbanos aos saberes ancestrais, baseados na integração com a natureza.
A floresta é fonte de vida e de soluções. Os saberes que ali nasceram preservaram povo e território durante séculos. E essa sabedoria ancestral ainda tem muito a ensinar sobre os ciclos pelos quais passa o nosso planeta.
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