A designer de interiores Radharani Domingos, uma das primeiras vítimas de intoxicação por bebida adulterada com metanol em São Paulo e que perdeu a visão após consumir caipirinhas num bar da capital paulista, começa a voltar a enxergar e retoma as esperanças.
Ela saiu da cegueira total para a visão de vultos. Em casa, Radharani tenta se adaptar à nova rotina e comemora cada conquista.
“Eu comprei uma bengala, tive aula de mobilidade, tudo mais. Mas aqui em casa eu já não uso a bengala, porque eu já consigo ver contorno dos móveis”, comemora.
A designer conta que após tomar três caipirinhas na comemoração de aniversário de uma amiga, começou a sentir os primeiros sintomas. “Meu marido disse que eu falei assim: socorro, eu estou morrendo. E convulsionei. E eles me colocaram em coma”.
No organismo dela foram detectados 415 miligramas de metanol. Segundo o laudo médico, quantidade quatro vezes maior do que o necessário para provocar coma profundo ou morte.
“Já acordei, estava tudo escuro, Na lembrança estava tudo escuro, mas que eu via o vulto das pessoas em volta da minha maca. Na quinta-feira eu via vulto, na sexta eu já não via mais. Foi mudando o padrão da minha visão”, lembra.
Radharani busca um tratamento experimental para tentar voltar a enxergar.
15 mortos
Até agora, o Ministério da Saúde confirmou 15 mortes por intoxicação de bebidas adulteradas com metanol. Dos 58 casos comprovados, 44 foram no estado de São Paulo.
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