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Cinco PMs do Rio são presos por crimes cometidos durante megaoperação

Repórter Brasil

No AR em 28/11/2025 - 19:00

Cinco policiais militares do Batalhão de Choque foram presos hoje (28), no Rio de Janeiro, por se apossarem de um fuzil e de peças de uma caminhonete durante a megaoperação ocorrida um mês atrás, que deixou 122 mortos, nos complexos da Penha e do Alemão.

A prisão desses policiais militares aconteceu graças às câmeras corporais que eles utilizam. Os presos são quatro sargentos e um subtenente do Batalhão de Choque. Eles são suspeitos pelo desvio de um fuzil do tráfico e também por furto de peças de um automóvel que estava no Complexo da Penha. No total, a Corregedoria da PM cumpriu cinco mandados de prisão e dez de busca e apreensão, totalizando dez PMs envolvidos. Os policiais presos foram encaminhados para o Batalhão Prisional. 

Também hoje, a Comissão dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos, a OEA, confirmou que enviará ao Brasil, já na próxima semana, uma delegação para avaliar o que aconteceu na chamada Operação Contenção. Eles passarão por Brasília e também pelo Rio de Janeiro. Vão se reunir com autoridades do governo, familiares e organizações da sociedade civil.

A operação completa hoje um mês e deixou 122 mortos, sendo cinco policiais e 117 suspeitos. No dia 28 de outubro, cerca de 2,5 mil policiais civis e militares invadiram a comunidade, o que gerou um intenso confronto com os criminosos integrantes da facção Comando Vermelho. Bandidos usaram dezenas de ônibus como barricadas em diferentes regiões da cidade e a capital entrou em estágio dois de atenção. No dia seguinte, muitos dos corpos foram resgatados pelos próprios familiares e colocados em uma das ruas principais do complexo. 

Organizações nacionais e internacionais de defesa dos direitos humanos condenaram a operação. O Conselho de Direitos Humanos da ONU pediu investigações rápidas e eficazes. A Anistia Internacional e a Human Rights Watch no Brasil criticaram o número de mortos na mais letal operação policial na história do Rio. 

Para esta especialista em segurança pública, o uso das câmeras corporais é fundamental para identificar desvios das forças policiais, como é o caso dos policiais presos hoje.

“Hoje, graças a essa tecnologia das câmeras corporais, que não foram desligadas durante essas ações, a gente pôde ter um pouco do retrato do que é, de como são essas operações policiais, que os moradores sempre foram os primeiros a denunciar e alertar o que estava acontecendo, o que sempre aconteceu”, destacou Bruna Sotero, da Rede de Observatórios da Segurança.

Hoje foi confirmado que observadores da Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos virão ao Brasil para acompanhar as investigações.

“A gente precisa também que o governo do estado, a prefeitura, os órgãos competentes, Secretaria de Polícia Civil, Secretaria de Polícia Militar, estejam abertos a escutar o que vai ser discutido durante essa reunião da comissão e que elas possam colocar em prática essas sugestões e tentar novos modelos, porque o que a gente tem visto é que não tem surtido efeito nenhum o que elas vêm fazendo há mais de 40 anos”, finalizou Bruna.

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Criado em 28/11/2025 - 22:45

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