Os produtores do Vale do São Francisco estão mais otimistas com a exportação de frutas, depois que os Estados Unidos suspenderam a tarifa extra que vinha sendo cobrada desde agosto sobre os produtos brasileiros. Com a mudança, a região já começa a projetar a retomada das vendas para o mercado internacional. A reportagem é da TV Caatinga, mais uma emissora da Rede Nacional de Comunicação Pública.
Nesta fazenda na zona rural de Petrolina, no sertão de Pernambuco, 50 hectares são destinados à produção de manga. Variedades como Tommy, Haden, Kent e Palmer resultam em uma média de um 1,5 milhão de quilos por safra. Parte desse volume segue para o mercado externo, incluindo os Estados Unidos.
A tarifa extra anunciada pelo país estrangeiro alterou o planejamento dos produtores no Vale do São Francisco. Em agosto, o tarifaço de 50% trazia uma previsão de prejuízo de US$ 60 milhões para a safra. Manga e uva que seguem para os Estados Unidos foram redirecionadas para outros destinos. Agora, com a retirada da taxa extra de 40%, produtores falam em competitividade e na retomada do mercado americano.
Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Frutas, as remessas de uva da região para os Estados Unidos caíram 70% em outubro. A manga teve cenário oposto e registrou alta de 36% nas vendas para o exterior. Em todo o país, a exportação de frutas já apresenta recuperação. A manga e a uva do Vale do São Francisco compõem as mais de 546 mil toneladas enviadas ao exterior no primeiro semestre deste ano.
Para o ano que vem, a expectativa do setor no semiárido nordestino é de exportação mais estável e a entrada em novos mercados.
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