Na abertura oficial da COP30, em Belém, o embaixador André Corrêa do Lago foi eleito formalmente como presidente da conferência do clima e destacou que a edição deste ano do evento precisa apresentar soluções. O presidente Lula também esteve presente e defendeu a ciência e o multilateralismo como ferramentas para enfrentar os problemas climáticos.
A COP 30 começou oficialmente hoje com a missão de dar respostas aos desafios climáticos que o planeta enfrenta. Temas como transição energética, aumento do financiamento climático e proteção das florestas tropicais estarão no centro das discussões do evento, que vai até 21 de novembro.
Na cerimônia de abertura — que contou com a apresentação da cantora Fafá de Belém e também da ministra da Cultura, Margareth Menezes —, o embaixador André Corrêa do Lago, eleito formalmente como presidente da conferência, afirmou que é preciso apresentar soluções práticas e efetivas durante a COP30:
“Essa é uma COP que tem que apresentar soluções. A agenda de ação que estruturamos para esta conferência, da qual vão participar tantos ministros de Estado brasileiros e outras autoridades em eventos múltiplos, vai mostrar muitos caminhos. Essa é uma COP de implementação, e eu espero que seja lembrada também como uma COP de adaptação — que vai avançar na integração do clima, da economia, das atividades, na criação de emprego e, mais do que tudo, uma COP que vai ouvir e acreditar na ciência.”
O presidente Lula também participou da cerimônia. Em seu discurso, ele destacou que a mudança do clima não é uma ameaça do futuro, e sim uma tragédia do presente. Ressaltou ainda a luta contra o racismo ambiental e a importância da cooperação entre os países para combater a desinformação.
“A COP30 será a COP da verdade. Na era da desinformação, os obscurantistas rejeitam não só as evidências da ciência, mas também os progressos do multilateralismo. Eles controlam algoritmos, semeiam o ódio e espalham o medo. Atacam as instituições, a ciência e as universidades. É momento de impor uma nova derrota aos negacionistas.”
Do lado de fora do evento, manifestantes do México protestaram contra a morte de ativistas. Deitados no chão e cobertos por lençóis, eles pediram respeito, justiça e o fim dos ataques contra defensores do meio ambiente.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social também marcou presença na conferência. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, anunciou que a chamada pública de mitigação climática da instituição recebeu 45 propostas de fundos de investimento, com potencial para mobilizar R$ 73,7 bilhões em projetos sustentáveis, como reflorestamento e conservação de florestas.
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