A prisão preventiva de Jair Bolsonaro gerou forte reação da defesa e do mundo político em Brasília. Os advogados prometem recorrer e dizem que não houve tentativa de fuga.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que a pena de prisão é abusiva. Mas a gente lembra que essa não é uma prisão para cumprimento da pena ainda, é uma prisão preventiva, já que o ministro do STF Alexandre de Moraes considerou que havia risco de fuga.
A defesa também falou que vai recorrer porque, segundo os advogados, não havia esse risco de fuga, já que Bolsonaro estava em casa, com tornozeleira eletrônica e sob acompanhamento das autoridades. Até o momento, no entanto, nenhum recurso foi protocolado no Supremo.
De qualquer forma, o presidente da Primeira Turma do Supremo, ministro Flávio Dino, convocou uma sessão virtual extraordinária na segunda-feira para que a turma decida se vai confirmar ou revogar a decisão de Alexandre de Moraes para a prisão. A prisão teve forte repercussão política em Brasília.
Aliados de Bolsonaro, como os governadores Jorginho Mello, Romeu Zema e Tarcísio de Freitas, lamentaram a decisão. Parlamentares do PL também criticaram. O líder da bancada na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, disse que há um "projeto para calar a voz de Bolsonaro", que segundo ele "representa milhões de brasileiros". Já parlamentares da base do governo afirmaram que a prisão foi justa.
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, declarou que a decisão mostra que "a lei alcança a todos", independentemente do cargo ou da influência.
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