A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que 17 pessoas dos 117 civis mortos durante a megaoperação na cidade, na semana passada, não tinham histórico criminal. Outros quatro mortos eram policiais. Todos os corpos foram liberados pelo Instituto Médico Legal para as famílias.
A Polícia Civil divulgou ontem (2) novas imagens de vídeo e o perfil de 115 das 117 pessoas mortas durante a Operação Contenção, realizada na última terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Noventa e sete dos mortos apresentavam históricos criminais relevantes e 59 tinham mandados de prisão pendentes.
A lista assinala que 62 dos criminosos mortos na operação mais letal da história do Rio de Janeiro eram de outros estados, a maioria do Pará, da Bahia e do Amazonas. Segundo a própria Polícia Civil, 17 dos mortos não apresentaram histórico criminal, mas, segundo investigações posteriores, 12 tinham indícios de participação no tráfico em suas redes sociais.
O principal alvo da operação, Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, líder da facção Comando Vermelho, não foi achado e continua foragido da justiça.
Um relatório produzido pela Ouvidoria da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro denunciou uma série de violações durante a operação. O texto ressalta que alguns corpos tinham sinais claros de torturas, facadas e um estava decapitado, sendo que a maioria era de pessoas pretas e pardas.
Já a organização não governamental Human Rights Watch afirmou que a polícia do Rio de Janeiro cometeu falhas cruciais na investigação das mortes. Na avaliação da entidade, a ausência de perícia e de isolamento dos locais de morte pode ter causado a perda de informações fundamentais. Entre as dúvidas está se os mortos realizaram ou não disparos de armas de fogo.
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