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Emissão de gases no país em 2025 deve superar meta estipulada em 9% 

Repórter Brasil

No AR em 03/11/2025 - 19:00

As emissões brutas de gases de efeito estufa no Brasil caíram mais de 16% em 2024, a segunda maior queda da história. Um dos principais fatores para o resultado positivo foi o controle do desmatamento, que atingiu o menor índice nas áreas de conservação desde 2008. Apesar disso, a emissão de gases em 2025 ainda deve ser 9% maior que a meta estipulada para este ano. A projeção é do Observatório do Clima.

A queda de quase 17% na emissão de gases do efeito estufa significa que o Brasil está poluindo menos a atmosfera e contribuindo para o controle do aquecimento global. Em números exatos, foram 2,145 bilhões de toneladas de gás carbônico lançadas na atmosfera em 2024, o menor nível desde 2009 e o melhor desempenho do Brasil nos últimos 16 anos.

O levantamento foi divulgado pelo Observatório do Clima e aponta o combate ao desmatamento como a principal causa das reduções. É que o uso irregular da terra aparece como responsável por 42% do total das emissões. O resultado positivo faz com que o Brasil chegue à COP30 em posição de destaque, mas 9% acima da meta prevista para 2025.

“Chega com mais propriedade o Brasil nessa conferência do clima, porque demonstra que, nos últimos dois anos, o controle do desmatamento foi consistente, a ponto de a gente ter dois recordes de derrubada de emissões: o primeiro, de 2022 para 2023, e agora, de 2023 para 2024. Nós nos aproximamos bastante da meta nos últimos dois anos, mas não foi o suficiente para cumpri-la. Então, ficamos 9% acima do valor”, destaca David Tsai, coordenado do Observatório do Clima.

Em 2024, o governo registrou em todo o país uma queda de 32,4% do desmatamento em relação a 2023. Além disso, bateu recorde no combate à destruição de áreas que ficam dentro de unidades de conservação federais na Amazônia.

“É a terceira queda consecutiva e, além disso, quando a gente compara esse dado em relação ao que foi 2022, é uma queda ainda mais substantiva, de quase 74%”, enfatiza Mauro Pires, presidente do ICMBio.

Segundo os especialistas, mesmo que o Brasil acabe totalmente com o desmatamento, as emissões vão continuar existindo. É que outros setores também têm impacto significativo: a agropecuária responde por 29% da produção de gás carbônico e a energia, por 20%. Já os resíduos e os processos industriais geram 9% das emissões.

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Criado em 03/11/2025 - 21:20

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