Enchentes como as que devastaram o Rio Grande do Sul em 2023 podem acontecer com mais frequência no estado. A projeção é de um estudo da Agência Nacional de Águas (ANA) em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Uma nova tragédia a cada década. O que acontecia a cada 50 anos em média, pode passar a ocorrer de forma mais frequente e intensa ao longo deste século. Esse é um risco que o Rio Grande do Sul enfrenta, sendo uma das regiões mais vulneráveis do país aos efeitos das mudanças climáticas. As projeções indicam também que o volume de chuva pode aumentar cerca de 5% por ano no estado. E para as chuvas de curta duração, aquelas que duram algumas horas, esse aumento pode ser na casa de 15%.
Em outro extremo, ecossistemas importantes podem ficar comprometidos. As secas serão mais severas na Amazônia, no Nordeste e no Centro-Oeste. Com isso, o estudo alerta para os riscos à segurança hídrica do país, reforçando a necessidade de adaptação.
A pesquisa destaca também que o investimento financeiro em prevenção é menor que o gasto com reconstrução. Foram consideradas no estudo todas as bacias brasileiras e as de países vizinhos compartilhadas com o Brasil.
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