As taxas de mortes de bebês durante a gestação e no parto têm caído, mas ainda são um grande desafio em regiões mais vulneráveis. Um estudo da Fiocruz analisou os nascimentos no Brasil e mostrou as desigualdades regionais.
Problemas de saneamento básico, moradias precárias, população com baixa renda e baixa escolaridade. Essa é a realidade de muitas cidades brasileiras, o que impacta diretamente na condição de vida das gestantes que moram nesses locais.
Uma pesquisa coordenada pela Fiocruz concluiu que o risco de um bebê morrer durante a gravidez ou parto é até 68% maior em municípios com situação socioeconômica mais vulnerável.
O estudo analisou nascimentos no Brasil entre 2000 e 2018, com base em registros oficiais do Ministério da Saúde, e relacionou com o Índice Brasileiro de Privação, que mede a privação material nos nossos municípios.
Quando consideramos o país como um todo, a taxa de natimortalidade — bebês mortos durante a gravidez ou parto — caiu 60% nas últimas décadas. Apesar da melhora nos números, o levantamento mostra desigualdades regionais.
Em municípios com melhores condições socioeconômicas, a taxa de natimortalidade é de 7,5 a cada mil nascimentos. E sobe para 11,8 nas cidades com maior vulnerabilidade socioeconômica.
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