Com a quantidade de golpes online, muitas pessoas ainda mantêm o hábito de ir a cartórios, ainda que a digitalização tenha facilitado as coisas e essa necessidade esteja diminuindo com o passar do tempo.
Hoje (27), um evento nacional do setor em Brasília contou com a presença do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que defendeu que mais procedimentos sejam feitos de forma extrajudicial, ou seja, que não precisem parar na justiça.
Um divórcio em que as duas partes concordam, concluído em apenas um dia. Apesar da lei garantir que inventários e divórcios consensuais sejam feitos em cartório desde 2007, o desafio é mudar a cultura da judicialização.
Economia em todos os sentidos. Mais de R$ 2,7 bilhões poupados com divórcios extrajudiciais e cerca de R$ 6,2 bilhões com inventários. Reconhecimento de paternidade, que na justiça custa mais de R4 2,3 mil e pode durar até dois anos, é gratuito e muito mais rápido no cartório.
Você sabia que, com a digitalização, lavrar escrituras pode ser feito pelo celular, com videoconferência e assinatura eletrônica? Embora tenha gente que prefira o olho no olho.
Segundo o Datafolha, em 2022, 54% dos brasileiros consideravam totalmente seguras as transações em cartórios e 92% perceberam avanço na informatização.
No evento de hoje, em Brasília, o presidente do STF, Edson Fachin, falou das vantagens da desjudicialização:
“Permitir não apenas uma economia de recursos ao erário público, como também um tempo maior para o judiciário dedicar-se a litígios complexos, estruturais e que demandam a intervenção concreta do estado.”
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