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Lula classifica operação no Rio como desastrosa e pede perícia federal

Repórter Brasil

No AR em 04/11/2025 - 19:00

Depois da megaoperação policial que deixou 121 mortos na semana passada no Rio de Janeiro, o governo federal e o governo do Rio criaram uma parceria para coordenar as ações federais e estaduais contra a criminalidade.

Hoje (4), foi realizada a primeira reunião presencial desse escritório emergencial de combate ao crime organizado, com a presença do secretário Nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, e de representantes da segurança pública do Rio.

Essa primeira reunião do escritório emergencial de combate ao crime organizado ocorreu justamente para coordenar essas ações das forças de segurança pública, tanto a estadual quanto a federal. Participaram do encontro o secretário Estadual de Segurança Pública, Victor dos Santos, e também o secretário Nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo. Eles discutiram, na primeira pauta, como amplificar a fiscalização das fronteiras, para evitar a entrada de armas para o crime organizado. Além disso, trataram da a ação unificada das forças de segurança pública em novas operações.

Também nesta terça-feira, o Ministério Público Federal também pediu ao governo do estado do Rio de Janeiro informações sobre o uso do Fundo Nacional de Segurança Pública. Eles querem saber se houve uso parcial ou total desse fundo, em cumprimento à ADPF 635, a ADPF das Favelas, que busca coibir violações de direitos humanos.

Mais cedo, o presidente Lula comentou, em Belém, a Operação Contenção, que hoje completa uma semana. O mandatário classificou a ação como desastrosa e disse também que o governo analisa a entrada de peritos federais nos casos:

“Nós estamos tentando essa investigação. Nós, inclusive, estamos tentando ver se é possível os legistas da Polícia Federal participarem do processo de investigação da morte, como é que foi feito, porque a decisão do juiz era uma ordem de prisão. Não tinha uma ordem de matança. E houve a matança. Eu acho que é importante a gente verificar em que condições ela se deu. O dado concreto é que a operação, do ponto de vista da quantidade de mortes, as pessoas podem considerar um sucesso, mas, do ponto de vista da ação do Estado, eu acho que ela foi desastrosa.”

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Criado em 04/11/2025 - 19:55

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