O Fundo Tropical das Florestas (TFFF), que foi lançado ontem (8), durante a COP30, já reúne US$ 6 bilhões. A expectativa é ampliar a adesão para que novos países possam aderir para que o valor chegue a US$ 125 bilhões. Trata-se de um montante capaz de gerar rendimentos anuais de US$ 4 bilhões, dinheiro necessário para a implementação das ações.
A ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, conversou com a imprensa nesta sexta-feira (7) e confirmou esses valores. Ela disse estar feliz e otimista com o resultado desses dois dias da cúpula. Especificamente sobre o financiamento das florestas tropicais, Marina Silva deu este número de US$ 125 bilhões de dólares. Porém, ela não especificou uma data para alcança o valor. Falou apenas “que seria até o fim da jornada”.
Marina confirmou que países como a Alemanha, que tem uma grande tradição na defesa do meio ambiente, vão integrar o fundo. Sobre quanto o país europeu estaria disposta a contribuir, o chanceler alemão, Friedrich Merz, disse que definiria esse valor na próxima semana, ainda dentro da COP, mas ressaltou que seria um aporte considerável. Segundo ele, quando a Alemanha diz que é um aporte considerável, pode acreditar que esse aporte será considerável.
Segundo a ministra Marina Silva, o fundo é uma possibilidade de investimento, e não apenas uma doação:
“O dinheiro que eles aportarem será retornado para os seus países. A diferença é que esses recursos alavancarão recursos privados. E o que vai para o pagamento para quem tem floresta protegida é o spread bancário desses recursos que são alavancados. A nossa expectativa é de que consigamos, ao longo da jornada, e vou dizer bem pausadamente, a jornada, algo em torno de US$ 125 bilhões, para, a partir daí, termos rendimentos anuais de US$ 4 bilhões, que irão para países detentores de floresta tropical. Em alguns países, isso significa triplicar o investimento em proteção florestal.”
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