A retirada de uma parte do financiamento da Polícia Federal ainda é um dos pontos de preocupação do governo federal na quarta versão do projeto de lei “Antifacção”, sob relatoria do deputado Guilherme Derrite, ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo.
A análise do projeto Antifacção na Câmara ficou para terça-feira (18) que vem. Nesses cinco dias até lá, o governo quer o empenho dos ministros para garantir a aprovação. Hoje, o presidente Lula se reuniu com os ministros que já foram governadores. Nove participaram da reunião: seis já administraram seus estados e os outros três estão em posições estratégicas — a ministra da Articulação Institucional, Gleisi Hoffmann; o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski; e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
O encontro foi o desenho de uma estratégia política para enfrentar as votações que incluem, além da lei Antifacção, a PEC da Segurança Pública e o projeto do devedor contumaz.
A ministra Gleisi afirmou hoje que as últimas mudanças feitas pelo relator, o deputado Guilherme Derrite, ainda não atendem todas as demandas do governo, especialmente nos pontos relativos à criação da tipificação penal de “facção criminosa”, à manutenção de recursos da Polícia Federal via fundos e ao confisco de bens das organizações antes do trânsito em julgado.
Agora, resta aguardar se o relator vai apresentar uma quinta versão do parecer ou se o embate seguirá para o plenário da Câmara, por meio de emendas ao projeto.
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