A prisão preventiva do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro aconteceu por volta das 6h da manhã. Segundo a Polícia Federal, a reação à prisão foi tranquila. A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, não estava em casa no momento.
O prédio da Polícia Federal, em Brasília, está movimentado na manhã deste sábado (22), principalmente pela presença de jornalistas e manifestantes favoráveis à prisão do ex-presidente.
Risco de fuga
O ministro Alexandre de Moraes decidiu pela prisão preventiva, alegando risco de fuga, uma vez que o ex-presidente teria tentado violar a tornozeleira eletrônica, por volta da meia-noite deste sábado.
A Polícia Federal também apontou que a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro, em frente ao condomínio do ex-presidente onde ele cumpria prisão domiciliar, poderia servir de obstrução à fiscalização e facilitar uma fuga.
Na decisão, Moraes cita que o ex-presidente morava perto de embaixadas, poderia chegar em 15 minutos a uma delas para fugir.
Com a decisão, Bolsonaro foi levado para a Polícia Federal, onde deve passar por audiência de custódia neste domingo.
Defesa
A prisão preventiva causou "perplexidade" na defesa do ex-presidente. Segundo nota, eles dizem: "conforme mostra a cronologia dos fatos, está calcada em uma vigília de oração e a Constituição garante o direito de reunião a todos, em especial para garantir a liberdade religiosa".
Apesar de afirmar a existência de gravíssimos indícios de fuga, a defesa alega que, "o fato é que o ex-presidente foi preso em casa com a tornozeleira eletrônica e sendo vigiado pelas autoridades policiais". Eles acrescentam estado de saúde de Jair Bolsonaro delicado e sua prisão pode colocar sua vida em risco.
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