A refinaria de petróleo de Manguinhos, a Refit, foi inaugurada na década de 1950 e passou por diversas turbulências nos últimos 71 anos.
A refinaria de petróleo começou as atividades em 1954, durante a campanha "O Petróleo é Nosso", que buscava implantar uma indústria de óleo e gás no país durante o governo de Getúlio Vargas.
O parque de produção em Manguinhos, na zona norte do Rio de Janeiro, chegou a ser o maior do Brasil em capacidade de armazenamento, produzindo cerca de 90% da demanda de combustíveis e geração de energia da então capital federal.
Mas, na década de 1970, a crise internacional do petróleo e problemas na administração interna fizeram a produção cair, até que em 2005 a refinaria parou todas as atividades.
Em 2008, o parque industrial foi comprado pelo Grupo Andrade Magro e três anos depois retomou a produção.
Em 2012, o governo do Estado do Rio tentou desapropriar todo o terreno da refinaria, alegando que a empresa devia cerca de R$ 600 milhões do imposto de ICMS. Mas o Supremo Tribunal Federal negou a desapropriação, pois o terreno de 600 mil metros quadrados pertence à União.
Em 2015, o Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou por fraude tributária cinco administradores da empresa, também por não pagar o ICMS.
Em 2017, foi feita uma reformulação e a Refinaria de Manguinhos passou a ser chamada de Refit, comandada pelo grupo de mesmo nome.
Em outubro de 2025, o Superior Tribunal de Justiça suspendeu as operações da Refit depois de uma operação deflagrada pela Receita Federal e a Agência Nacional do Petróleo por suspeitas de irregularidades na importação e venda de combustíveis e lavagem de dinheiro. A empresa hoje está em recuperação judicial.
O Grupo FIT, antigo Grupo Refit, controlador da refinaria, é comandado pelo advogado Ricardo Magro, que tem 51 anos, mora nos Estados Unidos e hoje oferece também serviços em um escritório de advocacia no Brasil. Ele acumula uma série de processos judiciais por aqui. Além da operação deflagrada hoje (27), Magro chegou a ser preso em 2016 por fraudes em investimentos de fundos de pensão de empresas estatais, mas foi absolvido pela justiça. Ainda é investigado por compras de decisões judiciais na justiça paulista e seu nome aparece no escândalo do Panama Papers como um dos brasileiros que mantêm empresas offshores em paraísos fiscais.
Clique aqui para saber como sintonizar a programação da TV Brasil.