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Acordo Mercosul-União Europeia deve ser assinado em janeiro, diz Lula

Presidente recebeu carta de dirigentes europeus com a previsão

O sábado, na política regional, foi marcado pelo encontro de presidentes dos países que compõem o Mercosul. A reunião marca o fim da liderança brasileira e o início da presidência paraguaia.

Os grandes temas do dia foram a crise entre Venezuela e Estados Unidos e o adiamento do acordo entre o Mercosul e a União Europeia. A expectativa agora é concluir a negociação no mês que vem.

A tradicional foto dos líderes foi registrada em frente às Cataratas do Iguaçu. Além do presidente Lula, a cúpula reuniu os presidentes da Argentina, Javier Milei; do Paraguai, Santiago Peña; e do Uruguai, Yamandú Orsi. Representantes de Estados associados ao bloco também estiveram na reunião.

Em discurso, o presidente Lula lamentou a falta de entendimento para assinar o acordo entre o Mercosul e a União Europeia. Segundo ele, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa,  garantiram que não há a possibilidade de a França sozinha impedir o acordo.

A França tem feito um jogo duro para assinar o texto, assim como a Itália.

“Líderes europeus pediram mais tempo para discutir medidas adicionais de proteção agrícola. Recebi ontem, da presidente da Comissão Europeia e do Conselho Europeu, uma carta em que ambos manifestam expectativa de ver o acordo aprovado em janeiro. Sem vontade política e coragem dos dirigentes, não será possível concluir uma negociação que já se arrasta por 26 anos. Enquanto isso, o Mercosul seguirá trabalhando com outros parceiros”.

O presidente brasileiro também reservou parte do discurso para lembrar que o combate ao crime organizado deve ser prioridade do bloco.

Lula citou especificamente a criação de um grupo para asfixiar as fontes de financiamento de atividades ilícitas e propôs ao Paraguai, que assumiu a presidência do bloco, um pacto pelo fim do feminicídio e da violência contra as mulheres.

Pressão dos EUA na Venezuela

Sobre as recentes tensões entre Estados Unidos e Venezuela, o presidente foi direto:

“Passadas mais de quatro décadas, desde a Guerra das Malvinas, o continente sul-americano volta a ser assombrado pela presença militar de uma potência extrarregional. Os limites do direito internacional estão sendo testados. Uma intervenção armada na Venezuela seria uma catástrofe humanitária para o hemisfério e um precedente perigoso para o mundo”.

O Brasil já se colocou à disposição para mediar uma solução pacífica para a crise entre Venezuela e Estados Unidos.  Nesta semana, o presidente Lula deve conversar sobre o assunto com o presidente norte-americano Donald Trump.

Segundo petroleiro apreendido

Estados Unidos apreenderam mais um petroleiro venezuelano enquanto ele navegava em águas internacionais

Neste sábado (20), os Estados Unidos apreenderam mais um navio petroleiro próximo à costa da Venezuela, em águas internacionais.

A informação foi repassada por dois marinheiros norte-americanos a agências internacionais.

É a segunda apreensão de navio venezuelano em uma semana, o que mostra o acirramento da ofensiva dos Estados Unidos contra o país sul-americano e o governo do presidente Nicolás Maduro.

 

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Criado em 20/12/2025 - 20:20 e atualizado em 20/12/2025 - 19:00

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