Pesquisadores da Unicamp desenvolveram filtros capazes de remover até 98% de resídu da água, como medicamentos e antibióticosos.
Tudo o que jogamos pelo encanamento vai parar no mesmo lugar: quilômetros de tubulações subterrâneas levam essa água até uma estação de tratamento de esgoto.
O Brasil tem uma lei de 2021 que define a qualidade da água que consumimos. Ela exige análises para garantir a ausência de bactérias, o controle do cloro, a transparência e a verificação da presença de substâncias como pesticidas e mercúrio, por exemplo. No entanto, a legislação ainda não contempla totalmente os chamados contaminantes emergentes — um tipo de poluição mais recente que inclui hormônios, microplásticos e diversos metais pesados.
Os poluentes que mais aparecem são produtos farmacêuticos, defensivos agrícolas e pesticidas. Algumas pessoas acreditam que ferver a água resolve todos os problemas, mas isso não é verdade. Especialistas explicam que o calor elimina micro-organismos, mas não remove metais pesados; em alguns casos, pode até intensificar os riscos à saúde.
Para enfrentar esse desafio, cientistas trabalham para que esses novos riscos sejam reconhecidos e incluídos nas listas de monitoramento do governo. Mesmo em concentrações muito baixas, esses contaminantes podem causar efeitos de longo prazo e provocar diversas doenças. Outra preocupação é o surgimento de bactérias resistentes: antibióticos presentes nos corpos hídricos contribuem para o desenvolvimento das chamadas superbactérias, tornando medicamentos atuais menos eficazes no futuro.
Na Unicamp, alunos testam soluções práticas. Eles desenvolvem biocarvões feitos de materiais orgânicos capazes de remover contaminantes da água. A ideia é transformar o que seria lixo em uma ferramenta de limpeza.
Os detalhes você vê na reportagem da TV Unicamp, mais uma emissora da Rede Nacional de Comunicação Pública.
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