A expectativa dessa terça-feira (9) era de que acontecesse a votação do chamado “Projeto de Lei da Dosimetria”, que beneficiaria presos pela tentativa de golpe de Estado no 8 de janeiro, inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro. Mas a situação na Câmara dos Deputados ficou confusa no início da noite, depois que o deputado Glauber Braga (Psol-RJ) ocupou a Mesa Diretora da Câmara e se recusou a sair.
Logo que isso aconteceu, todos os jornalistas foram obrigados a sair do plenário e o sinal da TV Câmara foi cortado. De acordo com o depoimento de vários deputados que permaneceram em plenário e também dos vídeos que eles fizeram pelo celular, essas imagens mostram que Glauber Braga foi retirado da Mesa Diretora da Câmara com violência, de forma bastante agressiva. Ele teve o paletó rasgado e foi ao serviço médico para fazer um exame de corpo de delito.
O presidente da Câmara, Hugo Motta publicou nota nas redes sociais após a retirada de Glauber Braga do plenário. Motta diz que o deputado do Rio desrespeitou a Câmara ao ocupar a cadeira da presidência. O presidente da Câmara ainda afirmou que determinou apuração de possíveis excessos em relação à cobertura da imprensa.
Já o deputado Glauber Braga, depois de ser retirado a força do plenário, falou com a imprensa e questionou a postura do presidente da casa, Hugo Motta, que teria sido permissivo quando deputados da direita ocuparam a mesa da Câmara por dois dias, em agosto deste ano.
Dosimentria
O texto a ser votado é de relatoria do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), que é uma versão do “PL da Anistia”. Agora, ao invés do perdão, ele se aprovado e sancionado pelo presidente Lula, as penas serão recalculadas.
No caso do ex-presidente Bolsonaro, por exemplo a pena pode ser reduzida em até 75%, indo de 6 a 8 anos, para 2 anos e oito meses.
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