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Bairros periféricos podem ter temperaturas até 15ºC mais altas

Repórter Brasil

No AR em 05/12/2025 - 19:00

Ruas estreitas, casas muito próximas umas das outras, áreas verdes que praticamente não existem. Tudo isso influencia o clima local e as temperaturas em lugares como a favela de Heliópolis, na zona Sul da capital paulista.

Para entender os impactos da falta de estrutura e planejamento urbano na comunidade, um grupo de jovens pesquisadores resolveu mapear os pontos de enchente e os focos de calor relatados pelos moradores. A ideia é fazer um comparativo com o restante da cidade de São Paulo e talvez outras favelas. Mas a pauta principal é mesmo saber como as pessoas estão sendo impactadas. 

Desde 1933, a Universidade de São Paulo faz a medição das temperaturas na cidade em um parque na zona Sul da capital paulista. O local isolado ajuda a afastar os efeitos da urbanização dos termômetros.
Mas, mesmo assim, a série histórica mostra uma elevação gradual das temperaturas ao longo dos anos, efeito do crescimento da cidade e das mudanças climáticas globais.

Uma pesquisa do Centro de Estudos da Favela mostrou que as favelas podem ter temperaturas médias até 15°C maiores do que bairros de classe média. O estudo, que tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, identificou, em algumas comunidades da cidade de São Paulo, temperaturas maiores do que 47°. Os bairros periféricos registram temperaturas mais altas, o que revela que a desigualdade social influencia um cenário de desigualdade climática.

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Criado em 05/12/2025 - 22:30

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