A crise entre Estados Unidos e Venezuela ganhou novos capítulos durante o fim de semana, com pressões do presidente norte-americano, Donald Trump, e mais ameaças de intervenção direta no país pela renúncia do presidente Nicolás Maduro. Trump chegou a anunciar o fechamento do espaço aéreo venezuelano, que não se confirmou.
Em uma tensão crescente, Venezuela e Estados Unidos desenham um mapa de insegurança e incerteza diante do mundo todo. Após anunciar o fechamento do espaço aéreo venezuelano, o presidente americano, Donald Trump, recuou. Mas o tom duro aumentou as especulações sobre um ataque a qualquer momento.
"Fica aí a dúvida sobre o que é real ou o que é um pouco ali, um jogo de cena. Mas eu acredito que, de fato, se a gente pegar um recorte mais recente, o que a gente vem vendo desde agosto deste ano, há, de fato, um aumento na pressão norte-americana”, afirma Rafael Pinheiro de Araújo, professor de História da América da UERJ.
Mesmo após o início de um diálogo entre os dois presidentes, que conversaram por telefone, Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, recorreu à Opep, Organização dos Países Exportadores de Petróleo, denunciando que os Estados Unidos tentam afastá-lo do poder para se apoderar das reservas de petróleo do país, as maiores do mundo.
"Num cenário internacional de muitas dificuldades com a produção de petróleo, e onde há guerras, que, de certa forma, interferem no preço do petróleo e na própria produção petrolífera, não é de se descartar uma intervenção na Venezuela, ou uma pressão forte, que é o que me parece estar acontecendo, para que Maduro abdique da presidência e se inicie um governo de transição na Venezuela”, diz Rafael Pinheiro.
Especialistas apontam que a atuação de Trump pode ser um jogo de cena para pressionar a renúncia do comandante venezuelano. O presidente dos Estados Unidos teria até tentado negociar uma saída honrosa para Maduro, sem sucesso.
O impasse continua e com vítimas fatais. Oitenta pessoas já foram mortas no Mar do Caribe no Pacífico, em ataques norte-americanos a mais de 20 embarcações supostamente ligadas ao narcotráfico.
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