Foi sepultado nesta sexta-feira (26), na cidade de São Paulo, o corpo de Tainara Souza Santos, que não resistiu após o atropelamento sofrido há quase um mês, na zona norte da cidade. A cerimônia foi marcada por protestos contra a “pandemia” de feminicídios que o país vive.
Tainara foi atropelada por um homem com quem teve uma relação superficial, segundo a família e amigos. Ela foi arrastada por cerca de um quilômetro em uma via expressa da Marginal do Rio Tietê. Depois do crime, Tainara ficou 25 dias internada, passou por cinco cirurgias e teve as duas pernas amputadas, mas não resistiu.
O assassino, Douglas Alves da Silva, de 26 anos, está preso em prisão preventiva. Ele foi denunciado pelo Ministério Público, e a denúncia foi aceita pela Justiça. Ele responde agora pelo crime de feminicídio, que tem pena máxima de 40 anos. Essa pena foi endurecida no ano passado e é a mais alta prevista no Código Penal brasileiro. Se houver agravantes, essa pena pode ser aumentada.
Na denúncia, o Ministério Público aponta motivo torpe e fútil, porque ele atropelou Tainara por vingança e também não deu a ela chance de defesa. Ela estava acompanhada de um homem, e Douglas também responde pela tentativa de homicídio desse homem.
Quando foi preso, no dia seguinte ao atropelamento, ele tentou reagir, tentou tirar a arma de um policial e acabou baleado.
Outro caso
A Polícia Civil de São Paulo investiga agora um outro caso de possível feminicídio. Uma mulher foi encontrada morta dentro de casa em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. O corpo foi encontrado ontem, no dia de Natal.
Alessandra Vieira, de 40 anos, já tinha uma medida protetiva contra o ex-companheiro. Ele é o principal suspeito porque, segundo a polícia e a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, foi visto com ela na noite do dia 24, véspera de Natal, e teria deixado a casa pouco antes da chegada da polícia.
Alessandra deixa quatro filhos.
Segundo dados do Ministério da Justiça, em 2025, até o mês de novembro, o país mantém a mesma média de feminicídios registrada em 2024, cerca de quatro mulheres por dia assassinadas apenas por serem mulheres. Até novembro, mais de 1.300 mulheres foram mortas no Brasil em casos de feminicídio, crimes que matam mulheres e deixam também crianças órfãs.
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