O governo de Donald Trump intensificou as apreensões de imigrantes nos Estados Unidos. De janeiro a outubro, já foram detidas mais de 220 mil pessoas. Cerca de 75 mil foram presas mesmo sem antecedentes criminais. A informação foi divulgada pelo Projeto de Dados de Deportação da Universidade da Califórnia, em Berkeley.
Os números correspondem ao período de 20 de janeiro a 15 de outubro deste ano, quando o total de detidos chegou a duzentos e vinte mil imigrantes ilegais. Mais de um terço dessas prisões envolve pessoas sem histórico delitivo, dados que contradizem diretamente a retórica do presidente Donald Trump, que insiste em afirmar que as medidas migratórias miram apenas imigrantes com antecedentes criminais.
Enquanto isso, as operações seguem se intensificando. Nas últimas horas, agentes federais concentraram ações em Nova Orleans, onde passaram a abordar e deter latino-americanos sem justificativa aparente, incluindo até cidadãos americanos, baseando-se apenas na cor da pele ou no idioma espanhol.
Em Nova York, também foram registradas novas operações, especialmente em Jackson Heights, área de forte presença hispânica. O prefeito eleito, Zohram Mamdani, alertou a população sobre as investidas e reforçou orientações sobre como proceder diante dos agentes: manter silêncio, evitar qualquer resistência e solicitar, sempre que possível, a apresentação de um mandado assinado por um juiz.
Mesmo assim, organizações pró-imigrantes denunciam uso excessivo de força, relatando episódios que vão de empurrões e golpes a técnicas de imobilização com o joelho no chão, além do emprego de cães policiais. Em um dos casos, um imigrante ficou com múltiplas lacerações após ser mordido diversas vezes.
A escalada de violência tem provocado pânico entre comunidades latinas em todo o país.
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