O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, confirmou hoje que se reuniu com o presidente do Banco Central para tratar sobre as consequências da Lei Magnitsky, da qual foi alvo pelo governo dos Estados Unidos. Mas, segundo reportagem do jornal “O Globo”, Moraes teria tratado da venda do Banco Master para o Banco de Brasília.
Em nota, o ministro Alexandre de Moraes confirmou que recebeu o presidente do Banco Central, a presidente do Banco do Brasil, o presidente e o vice-presidente jurídico do Banco Itaú, além de representantes de outros bancos privados.
De acordo com o ministro, em todas as reuniões foram tratadas exclusivamente as consequências da aplicação da Lei Magnitsky. Moraes destacou que o tema ficou centrado sobre a possibilidade de manutenção de movimentação bancária, contas correntes, cartões de crédito e débito.
O Banco Central também confirmou que manteve reuniões com o ministro do STF para tratar dos efeitos da aplicação da lei. Moraes foi penalizado com sanções financeiras pelo governo dos Estados Unidos em 30 de julho. A punição foi retirada em 12 de dezembro. As reuniões com o presidente do Banco Central teriam ocorrido em julho.
Outra versão
De acordo com reportagem do jornal “O Globo”, o ministro teria procurado o Banco Central para interceder na operação da venda do Master, uma vez que o escritório de advocacia da família dele defendia os interesses do banco.
O Master é alvo de uma investigação que teria descoberto um repasse de R$ 12 bilhões de em carteiras de crédito falsas ao BRB.
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