O processo de envelhecimento traz limitações físicas e motoras que, muitas vezes, aumentam o risco de quedas. Esses acidentes podem agravar problemas de saúde e até levar à morte de pessoas idosas. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2024, o país registrou 156 mil atendimentos ambulatoriais por quedas de pessoas com 60 anos ou mais, além de 13,3 mil óbitos.
Segundo especialistas, as quedas têm consequências importantes, como a perda de autonomia e dificuldades de mobilidade, que impactam diretamente a qualidade de vida na velhice.
Todos os anos, cerca de um terço das pessoas com mais de 65 anos sofrem quedas no país. A partir dos 80 anos, essa proporção sobe para 40%. Muitos desses acidentes poderiam ser evitados com adaptações simples dentro de casa.
Entre as orientações estão manter objetos de uso diário ao alcance das mãos, evitar subir em banquinhos ou cadeiras e observar sempre as condições de segurança do ambiente.
A engenheira Júlia Trevisan decidiu se especializar na adaptação de residências para idosos após acompanhar o envelhecimento dos próprios pais. Ela explica que o banheiro é o local que exige mais atenção nas reformas.
Segundo Júlia, é o ambiente com maior índice de quedas, por ser úmido e, muitas vezes, usado com pressa. O banho, que parece uma atividade simples, exige equilíbrio, força e concentração, especialmente quando a pessoa perde parte da funcionalidade. Por isso, ela destaca a importância de pensar não apenas em barras de apoio, mas também na altura do vaso sanitário, no tipo de piso e no conforto térmico do espaço.
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