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Pesquisa mostra alta preocupante em acidentes nas rodovias federais

Repórter Brasil

No AR em 11/12/2025 - 19:00

O ano de 2024 registrou os piores índices de acidentes em rodovias federais dos últimos seis anos. Uma pesquisa inédita da Fundação Dom Cabral analisou o período de 2018 a 2024 em trechos com grande fluxo de veículos e acende um alerta urgente sobre a segurança nas estradas do país.

Após uma queda momentânea em 2020, o primeiro ano da pandemia, o número total de acidentes em rodovias federais voltou a crescer. Em 2024, a série histórica atingiu seu patamar mais alto, com 56.117 registros e o maior número de vítimas fatais desde 2018, que chegou a 4.995 mortes. Em média, 74,81% dos acidentes analisados tinham pessoas feridas.

“Nós observamos a grande severidade dos acidentes, por exemplo, em pista simples e colisão frontal. É o que mais mata. E isso tem muito a ver com investimento em infraestrutura. Então é curva, reduzir as curvas em pistas simples que são muito mais fatais do que os outros tipos de acidentes”, explica Paulo Resende, coordenador da pesquisa. 

Concentram o maior número de ocorrências rodovias cruciais para a logística nacional, como a BR-101, a BR-116, que cortam o país do Nordeste ao Sul, e a BR-381, do Espírito Santo a São Paulo.

A pesquisa mostra que os acidentes acontecem principalmente de dia (54,70%) e mais da metade deles (52,38%) em rodovias de pistas simples. Para quem trafega diariamente, os impactos desse cenário são sentidos no tempo de viagem, nos custos e, principalmente, na segurança.

“A maioria dos acidentes, veja, em pista simples, acontece na reta, no dia da semana, colisão frontal. Isso é comportamento puro. Não é porque está numa linha reta que ali não tem perigo, pelo contrário. O maior perigo está ali, na reta, né? Então a fiscalização tem que ter bastante cuidado com isso e a questão das curvas à noite, além do controle, obviamente, do acesso lateral às rodovias. Ali acontecem muitos acidentes. São as chamadas interseções”, alerta o pesquisador. 
 

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Criado em 11/12/2025 - 20:50

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