Na cidade de Gaza, os prédios que ainda estão de pé estão com ferragens à mostra e lajes presas a um emaranhado de ferro retorcido. Um perigo a todo o momento.
Equipes de resgate ainda tentam recuperar corpos soterrados após o desabamento de dois edifícios na última sexta-feira (12), mas as condições meteorológicas dificultam a operação. As estruturas vieram abaixo em meio a uma tempestade que também destruiu e inundou tendas, causando mortes por exposição ao frio.
O palestino Mahmoud Al Hafi diz que está com medo. “Costumávamos rezar por chuva, mas agora tememos a chuva, para que ela não ceife novas vidas”, desabafou ele.
As Nações Unidas disseram que o tempo é um dos agravantes da situação de centenas de milhares de deslocados em Gaza. Atualmente, cerca de 1,3 milhão de pessoas precisam de ajuda para se abrigar. A entrada limitada de materiais essenciais e as restrições logísticas têm dificultado a prestação de assistência adequada.
O porta-voz da Defesa Civil palestina alerta que “se as pessoas não forem protegidas hoje, veremos mais vítimas, mais mortes de crianças, mulheres, famílias inteiras dentro desses prédios que agora representam uma ameaça muito séria”.
Enquanto isso, as autoridades continuam escavando para recuperar cerca de 9 mil corpos que, segundo estimativas, permanecem debaixo dos escombros dos ataques israelenses. Mas faltam máquinas para agilizar esse trabalho. Hoje, as equipes recuperaram os restos mortais de cerca de 20 pessoas de um prédio de vários andares que foi bombardeado em dezembro de 2023.
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