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Quase metade dos jornalistas mortos em 2025 estava em Gaza 

Repórter Brasil

No AR em 09/12/2025 - 19:00

Um relatório divulgado hoje pela organização repórteres sem fronteiras revela um dado alarmante: quase metade dos jornalistas mortos em 2025 foi na Faixa de Gaza. A região lidera o ranking mundial de letalidade para profissionais da comunicação, seguida pelo México e pelo Sudão.

Entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, sessenta e sete jornalistas foram assassinados no mundo em decorrência direta do exercício da profissão. O novo relatório da Repórteres sem Fronteiras, divulgado nesta terça-feira (9), mostra que Gaza se tornou o lugar mais letal para profissionais da comunicação: 29 palestinos foram mortos, o equivalente a 43% de todas as mortes registradas no ano. Segundo a organização, esses assassinatos ocorreram em meio às ações das Forças de Defesa de Israel durante a guerra contra o Hamas.

América Latina

O México aparece em segundo lugar, com nove mortes, e o Sudão em terceiro, com quatro jornalistas assassinados. O relatório aponta ainda que 503 profissionais estão presos, 20 são mantidos reféns e 135 estão desaparecidos. A China lidera o número de detenções, com cento e vinte e um jornalistas encarcerados.

A situação na América Latina também preocupa. Foram 14 mortes no último ano, sendo nove no México, que continua sendo o país mais perigoso da região. A região também concentra altos índices de desaparecimento: só no México, 28 jornalistas continuam sem paradeiro.

No Brasil, entre 2010 e 2022, 33 profissionais da imprensa foram assassinados. Nos últimos três anos, nenhuma morte foi registrada, mas o número de agressões preocupa. De acordo com a Federação Nacional dos Jornalistas, 144 ataques foram documentados apenas no ano passado.

 

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Criado em 09/12/2025 - 20:45

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