A retirada das sanções impostas pelos Estados Unidos ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, com base na Lei Magnitsky, teve ampla repercussão na imprensa internacional. Jornais e agências de notícias associam a decisão a uma reaproximação diplomática entre Washington e Brasília e apontam impactos políticos e econômicos. A reportagem mostra como o assunto foi tratado fora do país.
O Financial Times afirmou que a retirada das sanções contra Alexandre de Moraes é “mais um movimento de Washington para reconstruir pontes com o Brasil”. O jornal lembrou que Moraes supervisionou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe e destacou que Lula rejeitou pressões externas sobre o Judiciário.
Já o The Guardian classificou a decisão como um duro revés político para Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo, que fez lobby nos Estados Unidos por sanções contra o ministro. Segundo o jornal, Lula cobrou reiteradamente a retirada das punições.
A agência Bloomberg destacou o viés econômico da medida, ao lembrar que a suspensão das sanções veio após o alívio de tarifas sobre exportações brasileiras. Para a agência, o gesto sinaliza normalização das relações entre os dois países.
A Reuters relembrou que Donald Trump havia acusado Moraes de usar o Judiciário como arma política. Mesmo assim, destaca a agência, o ministro agora está livre das punições previstas na Lei Magnitsky.
O Washington Post destacou que Moraes liderou o julgamento que condenou Bolsonaro por tentar se manter no poder após a derrota nas eleições de 2022, em um caso comparado à invasão do Capitólio, em 2021.
O jornal argentino Clarín informou que a suspensão das sanções ocorre em meio à reaproximação entre Donald Trump e Lula. A publicação destaca que Eduardo Bolsonaro lamentou a decisão e manteve críticas ao Judiciário brasileiro.
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