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RJ: mulheres vão de porta em porta educar sobre mudanças climáticas

Repórter Brasil

No AR em 20/12/2025 - 19:00

No Rio de Janeiro, uma iniciativa reúne mulheres que têm um objetivo em comum: a conscientização de que a preservação do meio ambiente local nas comunidades é fundamental para o bem-estar de todos os moradores. São as Guardiãs das Matas.

Elas são carinhosamente chamadas de verdinhas. As Guardiãs das Matas vão de porta em porta em Santa Tereza, na região central do Rio, falar sobre o meio ambiente. São mulheres que lutam contra as mudanças climáticas globais agindo em suas comunidades locais.

“Esse projeto basicamente visa o quê? O cuidado com o meio ambiente, que é exercido somente por mulheres. Por quê? A mulher é quem conduz a família. Então a gente faz esse trabalho porta a porta tentando informar”, explica a guardiã Patrícia Bento. 

Criado há dois anos, o programa da prefeitura do Rio de Janeiro leva trabalho e renda às mulheres. Nos bairros em que as ações são realizadas, elas recebem um auxílio mensal e treinamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

As guardiãs orientam sobre diversos outros assuntos fundamentais para a coletividade, que também englobam a conscientização sobre o problema do entulho irregular e o descarte correto do lixo.

Sementes para outras ações

A secretária municipal de Meio Ambiente, Tainã de Paula, detalha outras iniciativas que surgiram a partir do projeto.

 “Algumas comunidades têm muitos roedores, infelizmente, está virando uma infestação. Pode acontecer de dar alguma doença. Reduzindo a quantidade de lixo, dá para reduzir também a quantidade desses bichos, né?”, ensina Isabella Caetano, uma das integrantes do projeto. “A gente busca, às vezes, fazer rodas de conversas, às vezes nas próprias escolas, com as próprias crianças, em reuniões com os pais. E eles vão levando essa informação para casa”.

O programa tem 150 mulheres guardiãs em 33 frentes de trabalho.  Elas atuam nas favelas e periferias da cidade. A equipe, formada por uma maioria negra, faz parte também de uma estratégia de enfrentamento ao racismo ambiental.

“A ação direta da agenda social, emprego e renda na veia,  distribuição de renda associada a uma inovação social e tecnológica. As Guardiãs da Mata, hoje, em vários territórios da cidade,  desenvolvem moedas sociais próprias, desenvolvem beneficiamento de resíduos dentro dos seus próprios territórios, incrementam a renda. Nós já temos, por exemplo, cooperativas de costureiras que só trabalham com resíduo têxtil que saíram do programa Guardiã das Matas”.

Patrícia se sente honrada de poder, aos 61 anos, desenvolver um trabalho com uma causa que também é humanitária: “nada melhor, novamente, do que uma mulher com experiência para que a gente possa mostrar a importância do meio ambiente”. 
 

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Criado em 20/12/2025 - 20:20

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