O número de afastamentos por conta da síndrome de burnout cresceu quase 500% entre 2021 e 2024. É o que mostra um levantamento feito pelo Ministério da Previdência Social.
André Cardoso trabalhava na área de TI em uma grande empresa e sofreu um burnout. Ele foi afastado do trabalho e, pouco tempo depois de voltar, acabou demitido.
A doença é conhecida também pela “síndrome do esgotamento profissional”.
De acordo com o Ministério da Previdência Social, os pedidos de afastamento no INSS, especificamente por burnout, cresceram cerca de 500% em quatro anos. Em 2021, foram pouco mais de 800 casos em todo o país. Em 2024, quase 5 mil casos.
Somando depressão, ansiedade e outros transtornos mentais, os afastamentos pelo INSS em 2024 somaram 470 mil casos. Para a advogada Priscila Arraes Reino, especializada em doença ocupacional, muitas dessas situações começam dentro das empresas e depois viram prejuízo para elas mesmas.
Segundo norma do Ministério do Trabalho e Emprego, a partir de maio deste ano, as empresas serão obrigadas a mapear riscos de doenças psicossociais, para tentar reduzir ou evitar esses afastamentos.
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