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Após 26 anos de negociações, União Europeia aprova acordo com Mercosul

Repórter Brasil

No AR em 09/01/2026 - 19:00

Após 26 anos de negociações, a União Europeia aprovou a assinatura do acordo com o Mercosul. O tratado cria a maior zona de livre comércio do mundo. O aval para destravar o acordo veio depois que o bloco europeu adotou salvaguardas para proteger o mercado agrícola da União Europeia e prometeu reduzir tarifas de fertilizantes, o que diminui os custos de produção.

As negociações para o acordo entre Mercosul e União Europeia começaram no século passado, em 1999. Tanto tempo para um resultado grandioso: a maior área de livre comércio do mundo, que envolve cerca de 700 milhões de pessoas. Ao todo, 21 dos 27 países da União Europeia votaram a favor do acordo. Agora, a proposta ainda depende do aval do Parlamento Europeu e de regulamentação para entrar em vigor.

O texto prevê o fim das tarifas sobre cerca de 91% das mercadorias comercializadas entre os dois blocos, o que vai aumentar o acesso de produtos brasileiros, principalmente do agronegócio, à Europa. 

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, postou um vídeo nas redes sociais comemorando a aprovação. "A decisão do conselho de apoiar o acordo União Europeia-Mercosul é histórica. A Europa está enviando um sinal forte", disse.

A Comissão Europeia e países como Alemanha e Espanha afirmam que o acordo é fundamental para a abertura de novos mercados, para compensar as perdas com o "tarifaço" dos Estados Unidos e reduzir a dependência da China. Segundo documento divulgado pela Comissão Europeia, cerca de 60 mil empresas da Europa que exportam para o Mercosul serão beneficiadas. Elas terão tarifas mais baixas, uma economia estimada em 4 bilhões de euros por ano em direitos de exportação e procedimentos aduaneiros simplificados.

Por outro lado, países liderados pela França temem que o acordo aumente a importação de alimentos baratos, o que prejudica os produtores locais. Além da França, votaram contra o pacto: Áustria, Hungria, Irlanda e Polônia. A Bélgica optou pela abstenção.

Hoje (9), centenas de agricultores poloneses marcharam pela capital Varsóvia, em protesto contra o acordo de livre comércio, com bandeiras e faixas que diziam "Parem o Mercosul". Manifestações também de agricultores que bloquearam rodovias na França e na Bélgica.

Com o resultado confirmado, a presidente da Comissão Europeia deve ir ao Paraguai já na próxima semana para assinar o acordo com os países membros do Mercosul.

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Criado em 09/01/2026 - 22:00

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