Uma ONU, Organização das Nações Unidas, paralela. Esse é o nome que já vem sendo dado para a proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de criar um, nas palavras dele, "órgão internacional de transição para a Faixa de Gaza".
O Brasil, que foi um dos convidados para participar, desde que pague US$ 1 bilhão, ainda não respondeu se vai aceitar a proposta.
Ainda que sem citar nominalmente as Nações Unidas, o projeto do Conselho da Paz diz que é preciso abandonar instituições que, com demasiada frequência, falharam. Esse é um dos ataques que o presidente Donald Trump vem fazendo constantemente à ONU. Ainda segundo documento, obtido pela coluna do jornalista e apresentador da TV Brasil Jamil Chade no portal ICL, o órgão deve assegurar a paz duradoura em lugares ameaçados por conflitos. Mas não há qualquer medida prática de como isso será feito, abrindo margem de atuação em outras desavenças globais. Já sobre o formato decisório, cada Estado-membro terá mandato de três anos, e o assento pode ser permanente, mediante o pagamento de US$ 1 bilhão para o fundo da entidade. O presidente do conselho será o único a ter poder de veto nas decisões. E o texto já traz definido quem vai ocupar essa vaga: Donald Trump, que também poderá exercer a função mesmo que deixe a presidência dos Estados Unidos.
O Brasil foi um dos países convidados a fazer parte desse órgão. Mas, por enquanto, o Planalto ainda não sinalizou publicamente se vai ou não aceitar. Em reais, o valor exigido pelos Estados Unidos passaria de 5 bilhões para ser membro permanente.
Argentina e Paraguai já aceitaram o convite. Outros, como a França, se negaram. Por causa dessa negativa, o presidente Donald Trump ameaçou taxar produtos franceses em 200%. À tarde, na coletiva de balanço de um ano de governo na Casa Branca, Trump incluiu o Brasil nas pressões pelo aceite. Disse que gosta de Lula e que o presidente brasileiro teria um papel importante nesse conselho.
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