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Brasil volta a condenar ataque dos EUA à Venezuela, desta vez na OEA

Repórter Brasil

No AR em 06/01/2026 - 19:00

Hoje (6), o Brasil voltou a condenar os ataques dos Estados Unidos à Venezuela, e o representante do país norte-americano voltou a admitir que há uma motivação com petróleo, o que causou manifestação durante a reunião da OEA. 

A OEA foi criada em 1948 e reúne 35 países das Américas, além de 70 observadores permanentes e a União Europeia. A organização afirma ter como missão promover a paz, a justiça e a defesa da soberania dos países-membros.

Hoje, a maioria dos países condenou a invasão dos Estados Unidos, o que foi considerada uma violação à autodeterminação dos povos da região. O Brasil voltou a classificar a ação de inaceitável e defendeu, com convicção, o patrimônio sul-americano de paz.

“O momento atual é grave e evoca tempos que considerávamos ultrapassados, mas que voltam a assolar a América Latina e o Caribe. Os bombardeios no território da Venezuela e o sequestro do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. O Brasil defendeu e seguirá defendendo, com toda convicção, esse patrimônio sul-americano de paz. Defendeu e defenderá, com toda determinação, ao mesmo tempo, a não intervenção no seu entorno sul-americano”, afirmou Benoni Belli, embaixador do Brasil na OEA, e continuou:

“O ataque à Venezuela trouxe à tona, pela primeira vez na América do Sul, as imagens marcantes da ação militar resultante de uma agressão armada de origem externa à região. É inédito e especialmente alarmante que essas imagens, que em geral emanam de outras partes do mundo, se produzam em um vizinho com o qual o nosso país compartilha 2,2 mil quilômetros de fronteira terrestre”.

“O Brasil está convencido, nesse sentido, de que somente um processo político inclusivo, liderado pelas e pelos venezuelanos, livre de ingerências externas, pode conduzir a uma solução que respeite a vontade do povo venezuelano e a dignidade humana no país”, concluiu Belli.

Alguns países, como a Argentina, voltaram a defender e valorizar a decisão dos Estados Unidos, citando a determinação de Trump na operação militar na Venezuela. Os norte-americanos, assim como na ONU ontem (5), voltaram a dizer que o país não invadiu a Venezuela e que a operação teve como objetivo a prisão de Maduro e de sua esposa como resultado de um indiciamento criminal relacionado a drogas.

O país também admitiu que uma das motivações foi o petróleo da Venezuela que, segundo o representante, citando fala de Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, o país não pode ficar nas mãos do que ele classificou de "adversários do hemisfério ocidental", citando Irã, Rússia, China e Cuba.

Durante a fala do representante dos Estados Unidos, a assembleia foi marcada por um protesto. Uma mulher ainda não identificada, ao fundo, afirmou que a verdadeira motivação foi o petróleo da Venezuela, e não a defesa por liberdade no país. O embaixador dos Estados Unidos interrompeu sua fala e ficou em silêncio por alguns minutos. A mulher então foi retirada por seguranças da OEA e a sessão foi retomada em seguida.

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Criado em 06/01/2026 - 21:00

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