O governo de Donald Trump suspendeu os editais que mandam recursos para a ajuda humanitária. A Cáritas Brasileira, que já vinha encontrando dificuldades financeiras, anunciou que os serviços da instituição em Roraima passarão por uma suspensão gradual nos próximos meses. A decisão afeta diretamente ações essenciais de acolhimento a migrantes, refugiados e pessoas em situação de vulnerabilidade em Boa Vista e Pacaraima. A reportagem é da TV Universitária de Roraima, emissora da Rede Nacional de Comunicação Pública.
Diariamente, cerca de 715 pessoas são atendidas nos quatro postos de atuação da instituição em Boa Vista e Pacaraima, onde há o maior fluxo de atendimento. Mesmo com esforços de articulação e mobilização de doações ao longo do ano passado, a Cáritas informou que não há, no momento, apoio financeiro suficiente para manter os serviços a longo prazo.
Entre os principais serviços ofertados pela instituição, estão as ações de água, saneamento e higiene, além da distribuição de refeições, principalmente a migrantes venezuelanos que deixaram o país em razão da crise.
O programa de refeições oferta almoços com cardápios adaptados para gestantes, lactantes, pessoas com doenças crônicas e pessoas com deficiência. No momento, as quatro instalações estão fechadas, mas retomam as atividades no dia 12 de janeiro. Em Pacaraima, o funcionamento será normal. Já em Boa Vista, os serviços operam em horário reduzido. O programa de refeições em Boa Vista segue até o dia 30, com atendimento no almoço de segunda a sexta-feira.
Mesmo diante das dificuldades financeiras e do cenário internacional instável, a instituição destaca que continuará atuando dentro das possibilidades, ao lado das famílias venezuelanas que buscam refúgio e esperança no Brasil.
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