Digite sua busca e aperte enter

Compartilhar:

Casamentos na umbanda e candomblé agora têm efeito civil no RJ 

Repórter Brasil

No AR em 26/01/2026 - 19:00

Uma lei estadual em vigor desde o fim do ano passado, no Rio de Janeiro, determina que casamentos religiosos celebrados em religiões de matriz africana passem a ter efeito civil, como já é o caso dos matrimônios celebrados em igrejas católicas.

Yamim e Roberto se casaram numa cerimônia nos preceitos de Ifá, ligados à divindade africana Orunmilá. O casamento teve a participação de representantes de diversas religiões, mas toda a celebração foi pensada numa perspectiva afrocentrada.

O casamento reuniu 200 convidados em um território de memória, luta e liberdade, o Quilombo do Grotão, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. A fé estava na decoração, na música, na comida, nas joias e até no vestido da noiva. 

Todas as religiões podem celebrar casamentos que sejam também reconhecidos pelas instituições da vida civil. Para reforçar essa prerrogativa às religiões de matrizes africanas, especificamente umbanda e candomblé, uma lei estadual passa a valer no estado do Rio. Essas tradições, frequentemente vítimas de preconceito, também podem expedir declaração lavrada pela autoridade religiosa com dados dos noivos, do líder religioso, do templo, terreiro ou casa religiosa, assinatura dos noivos, do sacerdote e de duas testemunhas da comunidade, bem como data, local e hora da cerimônia.

Apesar de todas as garantias à liberdade religiosa que estão na Constituição Federal, o estado do Rio de Janeiro é o primeiro do Brasil a aprovar uma norma que garante efeitos civis aos casamentos realizados na umbanda e no candomblé. O reconhecimento legal é mais um instrumento para o enfrentamento à intolerância e ao racismo religioso que historicamente assolam a fé nas religiões de matrizes africanas.

Clique aqui para saber como sintonizar a programação da TV Brasil.

Criado em 26/01/2026 - 20:30

Últimas

O que vem por aí