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Caso Master: oposição pede impeachment de Ibaneis Rocha

Repórter Brasil

No AR em 23/01/2026 - 19:00

O caso do Banco Master teve novos desdobramentos hoje e avançou em diferentes frentes. O assunto também repercutiu em Brasília, com medidas do Banco Central, movimentações políticas e novas etapas das investigações da Polícia Federal.

Do Rio de Janeiro, com após as buscas e apreensões na Rioprevidência, as atenções também se voltaram para a capital federal. O Banco Central determinou hoje que o Banco de Brasília (BRB), faça um provisionamento de mais de R$ 2,5 bilhões em seu balanço para cobrir as perdas com a compra de carteiras fraudulentas do Master. Em nota divulgada antes da determinação do Banco Central, o BRB tinha garantido a solidez patrimonial, descartando risco de intervenção.

O governador do DF, Ibaneis Rocha, negou hoje informações de uma reportagem do jornal O Globo de que teria tratado com Daniel Vorcaro, dono do Master, sobre a compra do banco pelo BRB, em março de 2025. O Banco Central barrou a operação em setembro e, em novembro, finalizou a liquidação do banco. Por causa desse fato novo, a oposição protocolou, na Câmara Legislativa do Distrito Federal, dois pedidos de impeachment contra Ibaneis Rocha.

“Eu acompanhei de perto o processo de aprovação do projeto de lei que queria autorizar a compra do Banco Master pelo BBB na Câmara. Votei contra, lutei para que não fosse votado aqui e vi a incidência direta do governo do Distrito Federal, do governador ligando para os deputados e pedindo para que fosse votado. Inclusive um projeto que foi apreciado em tempo recorde”, afirmou o deputado distrital Fábio Felix (Psol) 

Durante a tarde, o PT também anunciou que deve entrar no Superior Tribunal de Justiça (STJ), com um pedido de afastamento de Ibaneis Rocha. Mais cedo, em um evento de lançamento de entrega de moradias em Alagoas, o presidente Lula comentou o caso.

“Não é possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado enquanto tem um cidadão, do Banco Master, que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões, mais de R$ 40 bilhões. E quem vai pagar é os bancos, é o Banco do Brasil, é a Caixa Econômica que vai pagar, é o Itaú. Um cidadão que deu um desfalque de R$ 40 bilhões nesse país. Então companheiros, tem gente que defende, porque também está cheio de gente que falta um pouco de vergonha na cara nesse país", finaliza o presidente. 

BC diz que jamais recomendou carteiras ao BRB 

Também hoje, o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, veio a público negar que tenha recomendado ao BRB a compra de carteiras fraudadas. Ele ainda colocou à disposição do Ministério Público e da Polícia Federal os sigilos bancários, fiscais e das conversas com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

O posicionamento veio após reportagem do jornal O Globo afirmar que ele pediu ao ex-presidente do BRB que comprasse milhões de reais em créditos do Master.

Em nota, o Banco Central defendeu o diretor. Disse que foi sob o comando de Aquino que foram identificadas inconsistências nas operações do Banco Master e feita a comunicação dos ilícitos ao Ministério Público. O BC também afirma que foram aplicadas medidas para proteger a saúde financeira do BRB e que o diretor Aquino foi quem propôs a liquidação do Master.

Supremo 

O ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, marcou para segunda e terça que vêm uma série de depoimentos de diretores do Banco Master e do Banco de Brasília.

A TV Brasil entrou em contato com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, mas não tivemos resposta. Em declarações à imprensa, ele disse hoje que nunca tratou da operação BRB-Master com Daniel Vorcaro e que todas as negociações foram conduzidas por Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB. Ele confirmou encontros com o banqueiro, incluindo um almoço na casa de Vorcaro, mas disse que não discutiu assuntos relacionados ao banco.

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Criado em 23/01/2026 - 20:15

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