Digite sua busca e aperte enter

Compartilhar:

Educação financeira é chave para romper ciclo da inadimplência

Repórter Brasil

No AR em 22/01/2026 - 19:00

De cada cinco pessoas que ficam inadimplentes no Brasil, quatro voltam a atrasar pagamentos nos doze meses seguintes à primeira dívida. Dessas pessoas todas, mais da metade não consegue nem limpar o nome e já são negativadas por outros credores. Os juros altos e a fragilidade dos orçamentos familiares são apontados como as principais causas que impedem muita gente de manter o nome limpo.

Pode ser o cartão de crédito ou o cheque especial, duas em cada três pessoas com dívidas em atraso estão devendo para os bancos. No caso da conferente de manipulados Nayara Ferreira, foi um empréstimo. Precisou de dinheiro quando o pai estava doente, mas as parcelas ficaram pesadas.

“Meu nome foi para o Serasa. E aí eu não não tinha como pagar em si. Aí eles começaram a descontar 30% do do valor que caía na minha conta e teve meses que descontaram a mais, que aí eu tive que recorrer a uma advogada, justamente porque estavam descontando a mais do permitido, que tinha em contrato. E eu fiquei desesperada, que teve um mês que eu recebia quase nada do do do meu próprio trabalho, né”, conta ela. 

O número de consumidores registrados como inadimplentes chegava a setenta e três milhões, segundo dados de dezembro do ano passado. Uma em cada cinco dessas pessoas estava com contas de luz, água ou telefone atrasadas.

A maioria das pessoas que deixa de pagar as dívidas convive com o problema de forma crônica. Ou seja, regulariza uma conta em atraso e volta a atrasar outra pouco tempo depois. Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), mostrou que, em 2025, quase nove em cada dez inadimplentes atrasaram pagamentos mais de uma vez no período de um ano.

Por iniciativa do governo ou das próprias empresas, de tempos em tempos são oferecidas facilidades para quem quer limpar o nome. Os acordos oferecem descontos e parcelam as dívidas atrasadas. Mas, segundo Reinando Domingos, presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira um planejamento do orçamento doméstico, só isso não resolve o problema.

“O que precisamos efetivamente é mergulhar no universo da educação, do comportamento financeiro. Eu acredito que, com esta tomada de decisão, reunindo a família mensalmente pra entender o dinheiro que gastamos e o que ganhamos, o que estamos fazendo com nosso dia a dia, é o caminho pra uma conscientização financeira entre o que ganhamos e o que gastamos”, explica ele. 

Clique aqui para saber como sintonizar a programação da TV Brasil.

Criado em 22/01/2026 - 20:15

Últimas

O que vem por aí