O presidente Lula participou, hoje, da abertura do Fórum Econômico da América Latina e Caribe, que ocorre na cidade do Panamá. Mais de dois mil líderes políticos, empresários e acadêmicos são esperados no evento, que vai até amanhã. O Brasil deve assinar um acordo de cooperação com o Panamá para promover a expansão comercial e logística entre os países.
Os participantes do evento vão debater temas como infraestrutura e desenvolvimento, inteligência artificial, energia, comércio, mineração e segurança alimentar. O presidente Lula vai participar de diversas reuniões bilaterais e encontros com outros presidentes. Equador, Guatemala, Bolívia, Jamaica e Chile confirmaram presença. A expectativa é de que o líder brasileiro assine com o Panamá um acordo de cooperação com o objetivo de ampliar o investimento no comércio entre os dois países.
Em seu discurso, Lula afirmou que falta convicção às lideranças regionais e criticou a paralisia de organismos internacionais na resposta a intervenções militares ilegais na região.
“A única organização que engloba a totalidade dos países da América Latina e Caribe, a Celac, está paralisada, apesar dos esforços do nosso querido presidente Petro. A Celac não consegue produzir nem mesmo uma única declaração contra intervenções militares ilegais que abalam a nossa região. A história mostra que o uso da força jamais pavimentará o caminho para superar as mazelas que afligem este hemisfério que é de todos nós. A divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais por recursos estratégicos constituem gestos anacrônicos e retrocessos históricos.”
Hoje, o Brasil está entre os maiores usuários do Canal do Panamá. Por lá, passam cerca de sete milhões de toneladas de produtos brasileiros. Só no último ano, o intercâmbio entre essas duas nações aumentou 78%, chegando a 1,6 bilhão de dólares, com destaque para exportações brasileiras de petróleo e derivados.
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