Advogados e familiares das vítimas dos três técnicos de enfermagem que trabalhavam no hospital particular Anchieta, em Taguatinga, a 20 km de Brasília, devem entrar com diferentes ações judiciais contra o hospital. A Polícia Civil do Distrito Federal segue investigando as motivações dos crimes.
"Um segundo luto muito doloroso". É assim que a família do servidor público dos Correios Marcos Raimundo Fernandes Moreira, de 33 anos, vem lidando com a informação de que ele não perdeu a vida devido a uma pancreatite aguda, mas sim porque foi assassinado.
As outras duas vítimas foram a professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos, e o servidor da Caesb, Companhia de Saneamento de Brasília, João Clemente Pereira, de 63. Segundo a filha dele, João era uma pessoa muito alegre e o quadro de saúde dele estava melhorando. As defesas das famílias devem entrar com diferentes ações judiciais.
A Amib, Associação de Medicina Intensiva Brasileira, define o caso do Distrito Federal como isolado. Mesmo assim, a entidade defende que a classe médica e os órgãos públicos discutam mudanças nos protocolos de segurança dentro das UTIs.
Além da quantidade de profissionais nas unidades, outro debate é o uso de câmeras em um formato que concilie segurança e privacidade. Hoje, não há uma lei federal, mas, no município do Rio de Janeiro, já existe a obrigação de instalação em UTIs privadas e públicas desde 2014.
Em nota, o Hospital Anchieta disse que o contato foi feito com os familiares cadastrados, que ficariam de dar ciência aos demais. Também disse que ofereceu apoio psicológico profissional e que se mantém à disposição permanente das famílias. O Anchieta também afirmou que, ao identificar o caso, instaurou, por iniciativa própria, uma investigação célere e rigorosa e que entregou à polícia, em menos de 20 dias, as evidências envolvendo os ex-técnicos de enfermagem. Afirmou ainda que é um caso criminoso individual, que segue todos os procedimentos de segurança e que está à disposição da polícia.
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