Influenciadores admitiram ter recebido propostas para publicar conteúdos que colocassem em dúvida a credibilidade do Banco Central e da Federação dos Bancos, no caso da liquidação do Banco Master. No final do ano passado, as instituições foram alvo de um ataque coordenado nas redes.
A proposta teria vindo de uma empresa de marketing digital, e a ideia seria usar contas com muitos seguidores para espalhar a mensagem de que o Banco Central teria se precipitado ao pedir a liquidação do Banco Master. Com cerca de 1,7 milhão de seguidores, o vereador Rony Gabriel, do PL de Erechim, no Rio Grande do Sul, disse ter recebido e negado a oferta.
A influenciadora Juliana Moreira Leite, que recebeu a proposta e também disse ter negado, criticou quem aceitou publicar o conteúdo.
A Febraban disse ter identificado, no final de dezembro, um volume atípico de postagens nas redes sociais com menções à entidade e seus representantes. Sobre o Banco Central, a federação afirma que a presença de um regulador independente é um dos pilares mais importantes para um sistema financeiro sólido e reiterou ter plena confiança nas decisões técnicas do Banco Central.
Em novembro do ano passado, após investigações sobre fraudes de cerca de R$ 12, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master. A decisão é adotada quando uma instituição não tem mais capacidade de honrar seus compromissos financeiros e determina que as suas atividades sejam suspensas imediatamente.
A orquestração de movimentos combinados e difamatórios é uma preocupação que cresce em anos eleitorais e cabe avaliar a responsabilidade das plataformas também nesse tipo de movimento.
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