Mestre Vitalino é considerado pelos pernambucanos e por todo o país como um dos maiores nomes da arte popular brasileira, mesmo 63 anos após sua morte. A reportagem é da PrefTV, de Caruaru, emissora da Rede Nacional de Comunicação Pública.
Ele se tornou um dos maiores nomes da arte popular brasileira. Desde cedo, teve contato com o barro no Alto do Moura, onde começou a transformar o cotidiano nordestino em arte. Mestre Vitalino mantinha uma vida simples e deixou um legado importante para a região: a cultura e a arte do barro, que até hoje perdura.
O dia 20 de janeiro é marcado pela data de morte de Mestre Vitalino. São 63 anos sem a presença física do mestre da arte do barro. Ele modelava pequenas peças inspiradas nas pessoas, nos costumes e na vida do sertão. Suas esculturas passaram a retratar cenas do dia a dia nordestino: vaqueiros, festas populares, bandas de pífanos e rotina. Obras marcadas pela simplicidade e pela forte ligação com a cultura popular.
A partir da década de 1940, o trabalho do Mestre Vitalino ganhou reconhecimento fora de Pernambuco, ajudando a valorizar a arte do barro e abrindo caminho para outros artesãos do Alto do Moura.
Hoje, ele deixa um legado que é importante não somente para a família, mas para os artesãos do Alto do Moura em geral. A iniciativa do "Mãos que Moldam" é uma parceria junto à Secretaria da Mulher. Leva mais de 60 mulheres por mês a encontros que ensinam a modelar o barro e garantir que o conhecimento passe de geração em geração.
Mais do que peças, Mestre Vitalino deixou uma herança cultural que segue moldando gerações e fortalecendo a identidade de Caruaru.
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