Digite sua busca e aperte enter

Compartilhar:

Lula condena ataque à Venezuela e cobra resposta da ONU

Repórter Brasil

No AR em 03/01/2026 - 19:00

Os Estados Unidos atacaram o território da Venezuela e capturaram o presidente  venezuelano Nicolás Maduro na madrugada deste sábado (3/1). A captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foi anunciada numa rede social no início da manhã pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Em seguida, ele publicou foto do presidente venezuelano a bordo do navio USS Iwo Jima. 

Os Estados Unidos não faziam uma intervenção direta no continente americano desde a invasão do Panamá há 37 anos para depor Manuel Noriega, com as mesmas acusações sem provas sobre o narcotráfico, feitas agora sobre Nicolás Maduro. 

Logo pela manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou em uma nota dura. Ele citou o histórico de intervenções dos Estados Unidos, condenou a ação militar e cobrou uma resposta vigorosa da Organização das Nações Unidas (ONU). Na nota, Lula disse que “os bombardeios em território venezuelano e a captura de seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. Atacar países em flagrante violação do direito internacional é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”.

Ainda segundo o presidente brasileiro, a ação lembra os piores momentos da interferência americana na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz. E completou que  o Brasil segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação. 

Por volta do meio-dia, Lula, que estava no Rio de Janeiro, comandou por videoconferência uma reunião emergencial no Itamaraty para debater os próximos passos do país em relação à crise na Venezuela. O ministro das Relações Exteriores relatou os contatos que manteve com seus homólogos nas últimas horas e indicou não haver, até o momento, notícias de brasileiros entre possíveis vítimas dos ataques. Informou ainda que está em permanente contato com a embaixada do Brasil na Venezuela para o acompanhamento da situação interna. 

O ministro da Defesa, José Múcio,  disse que a fronteira do Brasil com a Venezuela em Roraima está tranquila, segue monitorada e aberta. E os brasileiros que estão na Venezuela estão autorizados a voltar ao país. 

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também se manifestou. Disse pelas redes sociais que guerra mata civis, destrói serviços de saúde e impede o cuidado às pessoas.  Ainda segundo Padilha, quando isso acontece em um país vizinho, o impacto é múltiplo para o nosso povo e para sistema de saúde. Padilha também afirmou que o SUS de Roraima já absorve impactos da situação venezuelana. 

Outro posicionamento veio do Congresso Brasileiro da Comissão de Relações Exteriores do Senado. A comissão afirma que é motivo de grande preocupação os impactos imediatos nas regiões fronteiriças com o Brasil e que os eventos terão consequências de curto, médio e longo prazos. Diz ainda que a defesa da democracia e o enfrentamento ao narcotráfico não autorizam a banalização do uso da força contra a soberania de um país.
 

Clique aqui para saber como sintonizar a programação da TV Brasil.

Criado em 03/01/2026 - 21:40

Últimas

O que vem por aí