Mesmo com o tarifaço imposto ao Brasil pelos Estados Unidos, as exportações brasileiras registraram um recorde histórico em 2025. As importações também tiveram melhores as marcas dos últimos 36 anos. Esses dados fazem parte da balança comercial brasileira, divulgados hoje (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
O superávit foi de US$ 68 bilhões. Ou seja, vendemos muito mais do que compramos de outros países no ano passado. E esse resultado foi o terceiro melhor da série histórica, atrás apenas de 2023 e 2024. Com a ampliação de mercados, as exportações brasileiras somaram US$ 349 bilhões, superando em US$ 9 bilhões o recorde anterior. Já as importações somaram US$ 280 bilhões.
Nas vendas, destaque para petróleo, minério de ferro, soja, carne e café. Na indústria de transformação, o país alcançou um recorde de US$ 189 bilhões. Já a indústria extrativa registrou aumento de 8% no volume exportado.
Nas importações, os bens de capital, que são as aquisições de máquinas e equipamentos, tiveram o maior aumento, de quase 24%, seguido por bens intermediários e bens de consumo. Entre os maiores parceiros comerciais no ano estiveram a China, a União Europeia e a Argentina.
“O nosso volume, em termos de exportação, cresceu 5,7%. O mundo cresceu, o comércio global cresceu 2,4%. Então, nós crescemos mais que o dobro do crescimento do comércio global. E chegamos US$ 348,7 bilhões, mesmo com o tarifaço americano, com as dificuldades geopolíticas, batemos um recorde com exportação de US$ 348,7 bilhões”, afirmou Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do MDIC.
Com o tarifaço imposto aos produtos brasileiros, a queda nas vendas para os Estados Unidos chegou a 35% em outubro. A melhora veio apenas em dezembro, após a conversa entre os presidentes Lula e Donald Trump, com revisão de parte das taxas. Com isso, as exportações fecharam com um recuo de 7,2%.
Sobre a Venezuela, o vice-presidente Geraldo Alckmin minimizou o impacto comercial do ataque estadunidense, já que o Brasil, segundo ele, deve ter crescimento na produção de petróleo. Ele afirmou ainda que Brasil e Estados Unidos seguirão negociando as questões tributárias:
“Ela não é tão relevante na questão do comércio exterior com o Brasil. Nós tivemos, em 2025, uma exportação pra Venezuela de US$ 838 milhões, não chega a US$ 1 bilhão. Nós torcemos pela Venezuela, que ela possa se recuperar, que ela possa crescer, que possa aumentar a sua exportação, sua importação. O presidente Lula tem com o presidente Trump um bom relacionamento. Tiveram vários encontros, as conversas avançaram, e a nossa tarefa é avançar ainda mais. Acho que a gente pode ter um ganha-ganha. A gente pode ter uma pauta muito positiva.”
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