Pesquisadores da USP, a Universidade de São Paulo, estão mapeando o DNA de brasileiros centenários. O objetivo é descobrir quais os mecanismos de defesa do organismo dessas pessoas. Para isso, cientistas do Brasil têm uma vantagem: mesmo com problemas sociais e de acesso aos serviços médicos, o Brasil tem muita gente com mais de 100 anos. E a principal hipótese para pessoas tão resistentes é a miscigenação racial no país.
Maria Elisa, de 83 anos, mantém rotina intensa: faz atividade física, trabalho voluntário e cuida da própria casa. A Yukie, de 76 anos, não para. No ranking mundial da longevidade, o brasileiro tem lugar de destaque, com idades acima de 110 anos. Um estudo da Universidade de São Paulo busca entender por que isso acontece. E uma das hipóteses é que a miscigenação, tão presente no Brasil, tem contribuído para as pessoas viverem mais.
A pesquisa é desenvolvida no Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco da USP. O pesquisador analisa o DNA de 160 brasileiros com mais de 100 anos. Entre eles, 20 já passaram dos 110, um grupo raríssimo no mundo.
O fator genético do brasileiro pode ter tudo para dar certo, mas viver mais e melhor depende também das escolhas de cada dia.
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