Plataformas digitais que prometem conectar pacientes a psicólogos por até R$ 30,00 — valor oito vezes abaixo do mínimo sugerido pelo conselho da categoria — são acusadas de promover a uberização da profissão, uma realidade que pode levar à exploração e à queda na qualidade do atendimento.
Enquanto nas plataformas é possível encontrar consultas a partir de R$ 30,00, a Federação Nacional dos Psicólogos e o Conselho da Categoria determinam um valor mínimo de cerca de R$ 225,00. Para os profissionais, o sonho da autonomia se transforma em uma corrida contra o relógio. Para pagar os custos fixos da profissão, muitos precisam reduzir ao máximo o tempo das sessões.
Relatos indicam que algumas plataformas encerram automaticamente as sessões, impedindo que o profissional faça o manejo adequado de escuta do paciente. Além disso, há risco ao sigilo profissional, já que a gestão total dos dados e, em alguns casos, até a gravação das sessões ficam sob o controle das empresas.
Do outro lado, as plataformas defendem o modelo. Afirmam que seu objetivo é levar terapia online acessível para pessoas que não teriam condições de pagar valores convencionais. Alegam ainda que não existe vínculo trabalhista, apenas um serviço de divulgação.
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