O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou uma inspeção do Banco Central para apurar o processo de liquidação do Banco Master. O TCU considerou insuficientes as explicações técnicas apresentadas pela autoridade monetária.
O Tribunal de Contas da União acolheu uma representação do Ministério Público Federal (MPF) para apurar possíveis falhas do Banco Central na supervisão das atividades do Banco Master. Para o MPF, há indícios de omissão e insuficiência de reação diante dos sinais de problemas na instituição financeira.
O Banco Central se manifestou no processo aberto no TCU, mas, segundo o relator do caso, ministro Jhonatan de Jesus, a nota técnica da autoridade monetária não ofereceu explicações suficientes sobre a decisão de liquidar extrajudicialmente o Banco Master.
O Master chegou nessa situação pouco mais de sete anos depois que foi criado. Em março de 2025, o Banco Regional de Brasília, o BRB, propôs comprar parte do Master em uma transação de R$ 2 bilhões. O negócio foi aprovado pelo Cade e pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, mas acabou sendo barrado pelo Banco Central em setembro.
Em novembro, a Operação Compliance, da Polícia Federal, prendeu o dono do Master, Daniel Vorcaro, e outros diretores do banco. Investigações apontam suspeitas de fraudes que podem chegar a R$ 12 bilhões com a emissão de títulos de crédito falsos. O Banco Central, então, decretou a liquidação do Master. O processo está com o Ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.
Depois do parecer do Tribunal de Contas da União, a Febraban e associações que representam mais de 750 instituições financeiras emitiram nota conjunta dizendo que confiam nas decisões do Banco Central. Elas defendem que é preciso garantir a independência e a autoridade técnica das resoluções do BC.
O presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, no entanto, emitiu nota explicando que o tribunal tem competência constitucional para fiscalizar o Banco Central.
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