A operação americana na Venezuela, com a captura de Nicolás Maduro, surpreendeu o mundo. Qual o risco potencial da ação? Como ficam os preços do petróleo a curto prazo?
Esta segunda-feira (5) foi marcada por impactos no preço do petróleo e também nas ações das petroleiras. A bolsa fechou em alta de mais de 0,80%, com movimentação superior a 161 mil pontos, puxada por valorização na ação de bancos e em ações da Vale. E o dólar iniciou o dia em alta, mas acabou fechando em queda de 0,34%, R$ 5,40, indicando que os investidores passaram, ao longo do dia, a minimizar os riscos relativos a essa invasão.
Antes disso, uma busca por ativos mais seguros como o ouro e prata. O ouro, ao longo do dia, teve uma valorização de mais de 2% e a prata, de mais de 5%. Os papéis da Venezuela e a bolsa venezuelana também subiram, com a perspectiva de novos investimentos na Venezuela e também com perspectivas de reestruturação da dívida venezuelana.
Agora, valorização mesmo no preço do petróleo. O barril do tipo Brent, que é uma referência no mercado internacional, começou o dia oscilando em torno de 1%, mas se valorizou, fechou em 1,66%, pouco mais que US$ 61 o barril.
Já as petrolíferas americanas também se valorizaram, especialmente a Chevron, que já atua na Venezuela, que resistiu à nacionalização do petróleo por lá, teve valorização de mais de 5%. Ao contrário, a Petrobras sentiu um impacto negativo, porque há um entendimento de que novas empresas norte-americanas nesse mercado podem trazer uma concorrência para a Petrobras e que essa variação, essa maior oferta de petróleo, também possa impactar os negócios da brasileira.
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