O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia avançou mais uma etapa no Congresso Nacional. Nesta terça-feira (10), o parecer sobre o tratado foi analisado pela representação brasileira no Parlamento do Mercosul, mas a votação foi adiada após pedido de mais tempo para avaliação do texto. A análise do relatório do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) deve ser retomada só depois do carnaval, no dia 24 de fevereiro.
No parecer favorável ao acordo, o deputado Arlindo Chinaglia destaca que será criada uma área de livre comércio entre os blocos, com redução de tarifas e preservação de setores considerados sensíveis.
Outros parlamentares também já se manifestaram favoravelmente, inclusive vindos da bancada do agronegócio. Eles analisaram que o acordo vai fortalecer o agro, apesar das imposições da União Europeia. Além disso, segundo os parlamentares, produtos europeus, como vinhos, chocolates, medicamentos e carros, tendem a ficar com preços mais acessíveis.
Depois da votação na representação brasileira no Parlamento do Mercosul, o texto ainda precisa passar pelo plenário da Câmara e depois pelo do Senado. Lembrando que esse acordo vem sendo negociado há mais de 26 anos.
Críticas da França
Quem voltou a criticar o acordo Mercosul - União Europeia foi o presidente da França, Emmanuel Macron. À imprensa francesa, ele classificou o acordo como um mau negócio. No mês passado, os eurodeputados contrários manobraram e conseguiram adiar a aprovação do acordo no Parlamento Europeu.
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