A Amazônia registrou mais uma queda nos índices de desmatamento. Entre agosto do ano passado e janeiro deste ano, as áreas sob alerta na Amazônia Legal diminuíram 35%, isso com relação ao mesmo período do ano anterior. Se for considerada a degradação, que é a perda parcial de integridade da floresta, a redução no período foi de 93%.
Esses números refletem o esforço brasileiro de zerar o desmatamento até 2030 e foram apresentados hoje (11) pela Comissão Interministerial de Prevenção e Combate ao Desmatamento e às Queimadas.
Em 2025, o desmatamento na Amazônia caiu 11,08% em comparação ao ano anterior. Esta é a quarta queda consecutiva na região amazônica. O Cerrado também registrou uma redução, de 11,49%, na perda de vegetação original no último ano.
De acordo com o governo, os números são resultado da intensificação das operações de fiscalização — 148% a mais no período, aumento de 932 para 1.754 registros de crimes ambientais.
A retomada do Fundo Amazônico, que capta doações para financiar projetos de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento na Amazônia Legal, chegou a mais de R$ 2 bilhões em 2025, após paralisação entre 2020 e 2022. Além disso, o programa União com Municípios recebeu a adesão de 70 municípios amazônicos, dos 81 considerados prioritários para estruturação e aumento da fiscalização ambiental. Nestas cidades, o desmatamento caiu 65,5%.
“Os que ainda não aderiram é por decisão política, porque os benefícios são imensos para os que já aderiram. Tanto do ponto de vista de estruturação, de criação de suas secretarias municipais de meio ambiente, equipamentos, que vão desde veículos, drones, escritórios, treinamento de equipes, que fazem com que esses municípios consigam fazer melhor o seu trabalho na parte de preservação”, destacou a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.
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